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Docente do curso Psicologia ministra curso sobre Transtorno do Espectro Autista

07/10/2016 - 21:53

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No dia 24 de setembro de 2016, foi realizado na Associação de Ensino e Cultura de Mato Grosso do Sul (AEMS), mantenedora das Faculdades Integradas de Três Lagoas o curso “Autismo Infantil: Algumas considerações a partir da perspectiva psicanalítica”, ministrado pela docente do curso de Psicologia Juliana Fernanda de Barros, tendo a presença de alunos e alunas da instituição e pessoas da comunidade.

A palestra teve por objetivo divulgar os conhecimentos referentes ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), para que o máximo de pessoas sejam informadas e conscientizadas sobre esse assunto. Apesar do considerável número de crianças que são diagnosticadas no Brasil com o TEA, muitos desconhecem como são feitos seu diagnóstico e tratamento. Muitas informações transmitidas referentes ao transtorno são vagas e muitos pacientes sofrem com a dificuldade em obter um diagnóstico precoce e consequentemente um tratamento adequado.

Como colocou a docente Juliana “Para os alunos e alunas da Psicologia, em especial, esse assunto se torna importante, pois ao encontrar casos como esses terão conhecimento de como proceder.”. Para isso, foi realizado um resgate da história do Autismo, Transtorno do Espectro Autista, a origem da síndrome, como identificar (diagnóstico, sinais e sintomas), tratamento adequado, dicas de convívio, o autismo segundo a psicanálise, a atuação do psicólogo e relato de experiência com o Acompanhamento Terapêutico de uma criança autista.

Vale colocar que o TEA é uma disfunção global do desenvolvimento causada pelo distúrbio do neurodesenvolvimento que compromete o desenvolvimento psiconeurológico. O grau de comprometimento pode variar do mais severo ao mais brando. Manifesta-se antes dos três anos de idade, e é mais comum em meninos que em meninas (4:1) e não é necessariamente acompanhado de retardo mental.

Juliana ressalta que “esse transtorno é caracterizado por uma tríade de sintomas que engloba: dificuldade de comunicação, dificuldade de estabelecer interações sociais e manifestação de comportamentos monótonos e repetitivos.”. Apesar da origem do autismo ainda causar bastante polêmica, hoje, os especialistas consideram que a causa do autismo está ligado a questões genéticas associadas a causas ambientais. O diagnóstico precoce é imprescindível para o tratamento da criança e para o estabelecimento de uma qualidade de vida futura.

Infelizmente não existe um tratamento curativo para o autismo. O tratamento do autismo vai depender da gravidade do déficit social, de linguagem e comportamental que o indivíduo se encontra. O ideal é que tais intervenções sejam iniciadas antes dos quatro anos de idade com uma equipe multidisciplinar.

No dia 09 de novembro de 2016, também nas dependências da AEMS, será realizado o I Simpósio de Acessibilidade, que discutirá mais sobre o TDAH, assim como os Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista e Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei Nº 13.146, de 06 de julho de 2015).

Assessoria de Comunicação AEMS

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